sábado, 4 de maio de 2013
Uma história.
Quem nunca sonhou com algo ? Qualquer coisa em que valha a pena se sonhar. Qualquer verdade, qualquer mentira.
Quando eu era adolescente, sonhei em estudar em uma Universidade Pública. Um dia, eu consegui. Fiquei feliz, muito feliz. Mas a vida é assim: hora é um sossego, hora um desassossego... e assim vai.
Minha faculdade ficava em Minas Gerais, na cidade de Mariana. No meu segundo semestre de faculdade, recebi uma ligação da minha família. Minha mãe estava doente. Na época ela tinha 42 anos, era alta, alegre e estava cursando sua segunda faculdade. Ficar imaginando sua mãe sem andar de repente, não é nada bom.
Larguei tudo. Tranquei a faculdade, me despedi dos amigos, da cidade linda que é Mariana, e voltei pra casa morrendo de medo. Foi a primeira vez que senti medo do amanhã.
Na rodoviária de Mariana, um amigo foi me acompanhar, deixei escorrer uma lágrima e disse: tenho medo. Ele fez o que um bom amigo faz, tentou me consolar. E na estrada pra casa, fiquei pensando nas coisas que aconteceriam.
Isso aconteceu ha dois anos atrás. A pessoa que entrou naquele ônibus, não existe mais. Coisas boas e coisas ruins acontecem a todos, todos os dias. E é isso que faz a gente: nossas histórias.
O que vi e vivi vai ser contado aqui, não é pouca coisa ... mas também não há excessos.
Resumindo de maneira geral... aprendi a cuidar de uma mulher doente, com câncer.
Aprendi a viver cada dia, e não a esperar pela morte. Assim a gente vai vivendo e não morrendo. Hoje tenho 22 anos, e por alguns segundos me sinto uma velha ... tão cansada. Mas tenho em mim uma curiosidade gigante, de saber o que vem vindo por aí e por aqui.
Ás vezes escrevo, às vezes leio. Às vezes canto e me encanto, às vezes choro... Às vezes pra tentar esquecer e às vezes para me lembrar.
Que tal fazer um novo final? Porque do meio eu não gostei. E do início, eu nem me lembro mais.
Até a próxima!
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Eu, singular.
Vou começar contando um sonho que tive. Na verdade, adoraria
partilhar todos os meus sonhos por aqui. Quem me conhece, sabe que eu sou a
garota dos sonhos estranhos, muito estranhos mesmo. Se algum psicólogo ou
psicanalista esbarrar nessas histórias, fique tranquilo: sou doida, mas dentro
do padrão. Eu acho.
Sonho - ato 1 (só tem um ato
nesse sonho)
Título: Singular.
Encontrei minha irmã mais velha na rua. (que rua? você me perguntaria) Em uma rua aqui do meu bairro. Reparei que minha irmã estava acompanhada por um outra cabeça que dividia o mesmo pescoço que ela (oi?). Só que vocês sabem como são os sonhos... sempre estranhos, nada faz sentido.
Então, eu disse: "Oi La, você está bem ?" E ela respondeu: "Sim, nós estamos" Fiquei meia encucada e disse: "Estamos??" "Sim, estamos" ela respondeu.
Imagina o que passou pela minha cabeça (minha única cabeça)... E logo, entendi. Todas as pessoas da rua estavam acompanhadas. A maioria eram casais mesmo, mas eu nunca reparava ou conversava com a cabeça número 2, era sempre com alguém conhecido que eu prefiro acreditar que era a cabeça número 1.
Enfim, todos eram “plura”. E eu, singular. Fiquei nervosa. Gritei para todas as zilhões de cabeças: " Por que só eu sou singular???" E todos respondiam: " porque você é singular, deeeer. Dois "singular" já é plural.
"Hein?!" Papo estranho, sonho estranho. No fim do sonho eu já havia aceitado que eu era singular. E acordei me sentindo singular. Acho que virou um sentimento, sei lá rsrs. Sempre gostei de independência, de liberdade. Me sentir num grupo, ou assumindo a identidade de um grupo, nunca foi uma característica minha. Mas confesso, me senti muito sozinha no singular. Faz sentido. É singular.
Bom, pretendo aos poucos contar a minha história e os meus sonhos estranhos.
Acho que agora faço parte de um grupo. Parte de um plural. Um grupo de pessoas que escrevem blogs. No meu caso, um blog que ninguém lê. É um blog singular ?
Título: Singular.
Encontrei minha irmã mais velha na rua. (que rua? você me perguntaria) Em uma rua aqui do meu bairro. Reparei que minha irmã estava acompanhada por um outra cabeça que dividia o mesmo pescoço que ela (oi?). Só que vocês sabem como são os sonhos... sempre estranhos, nada faz sentido.
Então, eu disse: "Oi La, você está bem ?" E ela respondeu: "Sim, nós estamos" Fiquei meia encucada e disse: "Estamos??" "Sim, estamos" ela respondeu.
Imagina o que passou pela minha cabeça (minha única cabeça)... E logo, entendi. Todas as pessoas da rua estavam acompanhadas. A maioria eram casais mesmo, mas eu nunca reparava ou conversava com a cabeça número 2, era sempre com alguém conhecido que eu prefiro acreditar que era a cabeça número 1.
Enfim, todos eram “plura”. E eu, singular. Fiquei nervosa. Gritei para todas as zilhões de cabeças: " Por que só eu sou singular???" E todos respondiam: " porque você é singular, deeeer. Dois "singular" já é plural.
"Hein?!" Papo estranho, sonho estranho. No fim do sonho eu já havia aceitado que eu era singular. E acordei me sentindo singular. Acho que virou um sentimento, sei lá rsrs. Sempre gostei de independência, de liberdade. Me sentir num grupo, ou assumindo a identidade de um grupo, nunca foi uma característica minha. Mas confesso, me senti muito sozinha no singular. Faz sentido. É singular.
Bom, pretendo aos poucos contar a minha história e os meus sonhos estranhos.
Acho que agora faço parte de um grupo. Parte de um plural. Um grupo de pessoas que escrevem blogs. No meu caso, um blog que ninguém lê. É um blog singular ?
Ok, parei.
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